Publicidade & Negritude

Você sabia que até 2015, a cada 1 mil funcionários de publicidade, apenas 35 eram negros? *

O segundo país com a maior população negra do mundo, é também o Brasil onde cabelos crespos, lábios grossos, pele escura e nariz achatado são minoria no mercado de #marketing e publicidade.

Pois ainda que nos últimos anos, as iniciativas de inclusão no mercado de trabalho tenham surgido de forma tímida e isolada, quando olhamos para número de negros no cenário de marketing e #publicidade, entendemos que evoluir para alcançar um número equivalente à representatividade social da população negra no país, é uma urgência.

Quantas pessoas negras trabalham na mesma agência de publicidade que você? Qual cargo elas ocupam? Qual valor de salário elas recebem?

Questionar a #representatividade nos setores de mídia e priorizar a diversidade racial nas áreas de criação, planejamento e atendimento, ajuda a desconstruir o bloqueio que impede a entrada de profissionais pretos no mercado da comunicação, assim como influencia na permanência e escalada da representatividade em cargos estratégicos e decisores.

Além da falta de sensibilidade em relação às reais necessidades das pessoas atravessadas por este recorte social, o reforço de estereótipos e vieses inconscientes sobre a visão de mundo e narrativas de vida, a ausência de diversidade nas equipes de publicidade e marketing podem influenciar em uma perda de oportunidades de negócios. Principalmente quando empresas, marcas e agências, observam este tema apenas como uma responsabilidade social e como uma estratégia de mercado também.

Mudar essa realidade, somente será possível quando ações concretas forem mais importantes que discursos vazios no mercado de trabalho. E isso inclui a criação de vagas afirmativas e programas de capacitação profissional para minorias étnicas, o combate a disparidade salarial, a implementação de um canal de escuta para grupos historicamente minorizados e a criação de um ambiente de trabalho onde os colaboradores se sintam encorajados e seguros.

Em resumo, aqui na Demídias entendemos que falar de representatividade sempre deverá ser acompanhado do protagonismo de pessoas negras pensando nessa transformação e do respeito a este local de fala, pois apesar dos obstáculos impostos pela exclusão, os comunicadores negros brasileiros estão pavimentando o próprio caminho no cenário da #comunicação.

Por fim, deixamos aqui a seguinte reflexão: “A falta de profissionais negros na publicidade é um problema de acesso ou de inclusão?”

  • Conforme estudo do Instituto Etnus, sobre a presença dos negros nas 50 maiores agências de publicidade do país.

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